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Domingo, 23 Fevereiro 2020 12:38

Bombeiros fazem vistoria em área de risco no município

Ainda está muito presente na memória tudo que aconteceu na região depois que as fortes chuvas que caíram no final de janeiro provocaram uma das maiores tragédias naturais já vistas por aqui. Várias cidades sofreram o impacto das cheias dos rios e muita gente perdeu tudo. Os incontáveis prejuízos em casas e comércios só não impactaram mais do que as vidas perdidas em decorrência de deslizamentos de terra onde famílias inteiras foram soterradas ou levadas pela força das enxurradas. Foram mais de 20 mortes somente na região e a cidade de Luisburgo foi a das que mais choraram suas perdas com cinco vidas ceifadas depois que várias trombas d’água caíram no município.

Passado um mês do ocorrido ainda é possível ver muitos resquícios daqueles dias de angústia porque os estragos foram enormes. Várias comunidades, especialmente da zona rural, continuam sem seu acesso restabelecido. Muitos estabelecimentos comerciais ainda não reabriram suas portas e muitas famílias não conseguiram voltar para suas casas. O impacto foi muito sentido também nesse período de volta as aulas, onde o transporte escolar ficou comprometido para estudantes que moram em locais onde caíram barreiras de terra e ainda ameaça cair mais. Essa é uma realidade comum nos municípios da região e em Luisburgo, citado nessa reportagem com um dos municípios mais atingidos, o perigo de novos deslizamentos ainda é grande. Tanto que uma fração do 1º pelotão da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros esteve vistoriando a região do Córrego Pedra Dourada, exatamente no local onde a queda de uma encosta provocou a morte de três pessoas da mesma família. Os militares foram acompanhados pelo prefeito José Carlos Pereira, vice-prefeito Mauro de Abreu, secretários municipais e do coordenador municipal da Defesa Civil Amintas Borel.

A vistoria no local foi feita do alto do talude, ou seja, na cabeceira da encosta. Os bombeiros só conseguiram acessar o local caminhando em meio a uma lavoura. Chegando no topo da encosta perceberam rachaduras enorme e que exigiu cautela dos militares. “Essas trincas são grandes e podem caracterizar um risco de novos deslizamentos de terra. Aproveitamos a presença das autoridades do município para orientar, especialmente o secretário de Obras e o coordenador municipal de Defesa Civil, para que seja feita uma nova supervisão coordenada por um Engenheiro Ambiental ou um Geólogo, para avaliar o risco de qualquer impacto em caso de uma intervenção de maquinário” – alertou Tenente Ferraz, comandante do 1º pelotão da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Manhuaçu.

Com a dificuldade de acesso alguns moradores da região abriram trechos por conta própria e cobram do município que faça a limpeza total das estradas. Segundo o prefeito essa medida de acionar os bombeiros para uma análise era exatamente realizar o serviço o mais breve possível. “Esse desejo de ver o trânsito nas estradas rurais fluir normalmente é grande por parte da comunidade e da nossa parte também. Temos máquinas próprias e terceirizadas que estão trabalhando diretamente, algumas apresentaram defeitos e corremos contra o tempo para coloca-las para rodar rapidamente, mas o trabalho de recuperação no município não para desde que tudo aconteceu. Queremos resolver essa questão aqui da Pedra Dourada o mais rápido possível, assim como de outros trechos de estradas rurais também, mas precisamos de prudência” – explicou José Carlos.

Os municípios impactados pelas chuvas do início do ano aguardam o recebimento de recurso prometido pelo governo federal para esse trabalho de recuperação. Maioria enfrentou toda a questão burocrática e aguarda a liberação. Enquanto isso seu próprio efetivo do dia a dia tem sido empregado também nesse processo de limpeza e reconstrução dos seus municípios. Mesmo assim as prefeituras estão empregando recursos próprios na contratação de serviço terceirizado. Por esta razão, construção de pontes por exemplo, fica comprometido enquanto não chega ajuda do estado e da federação. No caso da encosta que ainda oferece risco de novo deslizamento em Luisburgo, o próprio município, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, vai acionar os profissionais recomendados pelo Corpo de Bombeiros para um estudo mais aprofundado do solo no local. Só depois disso as máquinas vão voltar a mexer a terra.

Ainda é grande o número de trechos com queda de barreira na maioria dos municípios da região. Também são muitos acessos totalmente interrompidos porque a enchente levou o grande número de pontes. Dentro de cidades e especialmente em comunidades rurais, esse processo de reconstrução tem sido lento, mas vem acontecendo. Em alguns lugares estão sendo construídos acesso provisórios, mas a expectativa de todos é que a região supere a maior tragédia natural de sua história o mais rápido possível.