Poema

Poema

A voz do vento

(Autora Marlene Amorim Anacleto)

Silêncio!

Quero somente ouvir

O vento a balançar

Sobre o talhe das palmeiras

A voz do vento a cantar.

 

Este som imaculado

Que só os meros encantados

Têm o dom de entender

Assoviando e cantando

Entre palmeiras dançando

Anunciam o entardecer

 

Sob as sombras das palmeiras

A solitária capela

Tendo por companhia

O perfumado jasmim

E o som do vento a rugir

Vento que desce as montanhas

Atravessa a colina

Pra fazer morada ali.

 

Como canção de ninar

Faz do ruído um arpejar

Aos corpos emudecidos

Que ali jaz na solidão

Mas, nem mesmo,

O som de um solitário

Desperta aquele mistério

Dos corpos que ali estão.

 

Capelinha escondida

Por entre a terra batida

E as palmeiras que dançam além

Ali não existe lamento

Pois nem mesmo a voz do vento

É capaz de despertar

Aquele sono profundo

Onde jaz tão moribundo

Fizeram dali o seu lar. 

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